Mitos sobre a disfunção erétil

A disfunção erétil é o sintoma mais chamativo que revela algum distúrbio no corpo. O que você vai fazer sobre isso?

De acordo com dados recentes dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, 50 por cento dos homens com mais de 40 anos sofre de algum grau?de disfunção erétil (DE).

E embora não existam dados recentes da situação na América Latina, a Secretaria de Saúde do México revelou que 30 por cento dos homens entre os 40 e os 60 anos neste país (pouco mais de 3.5 milhões) sofre de algum grau de DE, mas somente alguns recebem tratamento médico.

CHAMADA DE ATENÇÃO

A assessora médica em ginecologia do Boston Medical Group, Teresa Flores, revela que atualmente foi reduzida a idade em que se apresenta a disfunção erétil, a par de que aumentaram os problemas metabólicos decorrentes da obesidade, como diabetes, colesterol alto e hipertensão arterial. ?Em 1997, quando abrimos a clínica, eram homens entre 40 e 45 anos, os que procuravam ajuda. Hoje grande parte de nossos pacientes tem menos de 35 e já frequentam a consulta por esta causa?.

Acrescenta que, através da consulta médica, detectamos que a negação e a falta de informação continuam a ser as principais razões pelas quais os afetados demoram até dois anos para procurar ajuda médica. ?E o mais grave da situação é que, além do sexual, a disfunção erétil é um sinal de alarme de que algo de grave acontece no corpo?, acrescenta a especialista.

?Para melhorar o prognóstico da doença, é necessário derrubar os mitos em torno desta e, devido a isso, procurar ajuda nas etapas mais adiantadas?, assegura Flores. A especialista diz-nos quais são as crenças erradas mais comuns sobre a disfunção erétil.

MITO 1: Só há um tipo de disfunção

Falso. A disfunção erétil consiste de três estágios: leve, moderada e severa. Apresentam-Se em várias etapas da vida do homem e que cada uma se manifesta com diferentes sintomatologías. Não conseguir a ereção ou apresentar uma curta duração de 20 por cento das vezes, em cerca de metade das vezes e nunca, respectivamente. Além disso, você pode mudar de leve a moderado ou severo, em qualquer momento, se não se atende a tempo.

MITO 2: A disfunção erétil não implica ter uma ereção

Falso. Não se trata apenas de não conseguir uma ereção durante a relação sexual ou a masturbação, mas também pode gerá-la mediante o estímulo erótico, mas não a mantiver o tempo suficiente para conseguir uma relação sexual completa e satisfatória. Estes sintomas e os anteriores são uma forma de identificar a disfunção erétil e procurar ajuda, sem a necessidade de estudos tão sofisticados.

MITO 3: Só se manifesta durante o sexo

Falso. Desde que são pequenos, todos os homens têm uma ereção ao acordar. Se não acontecer, significa que algo está falhando. Outro sinal é que podem ocorrer, mas com menor firmeza, o que significa que estamos em um grau leve de disfunção erétil. Se às vezes aparecem e outras não, você pode estar em um grau moderado. Se não se tem na parte da manhã, nem para o ato sexual, então nós nos encontramos frente a um estado severo.

MITO 4: A principal causa é o estresse

Falso. Oitenta por cento se deve a causas físicas e o restante à emocionais. Muitos homens continuam a acreditar que a disfunção erétil se deve a problemas psicológicos ou stress, e experimentam um problema de duelo. Posteriormente, passam para a fase de raiva, como se fosse uma maldição. Quando notam que não é ?cura sozinho?, buscam atendimento, mas para isso, é possível que tenham passado dois anos desde o primeiro sintoma.

MITO 5: A cura é um comprimido

Falso. Sexual com substâncias como o sildenafil ou vardenafil, são uma solução momentânea e apenas escondem um sintoma, sem tratar o problema real. O mais perigoso da disfunção erétil é que é a manifestação de transtornos mais graves no corpo.

Males derivados da obesidade prejudicam a circulação dos vasos sanguíneos; os que levam sangue para o pênis são os mais finos e, por isso, os primeiros a ser afectados. ¡Vem com o seu médico!

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