Você sabe quais são as melhores e piores dietas para 2019?

Após o natal, e com ela os excessos na alimentação, voltam certas dietas de mão-de-autores, “celebridades”, “influencer” ou das próprias redes sociais, que tornaram virais aqueles métodos que prometem uma redução de peso mais “rápida”.

Além disso, entre as pesquisas no “Google Trends’ situam-se aquelas focadas na diminuição de peso mais ágil, com 200 por cento de aumento na pesquisa, em comparação com o natal passado; as segundas são focados na redução de peso e volume, (140% a mais); e as de baixas calorias (80%).

“A demanda de um tipo de dieta se esta não significa que é melhor, nem a mais adequada para nós”, disse Ruben Bravo, especialista em nutrição e porta-voz do Instituto Médico Europeu da Obesidade (IMEO), com ênfase sobre a possibilidade de ter que lidar com múltiplos efeitos secundários.

Neste sentido, muitas delas não evita o chamado efeito rebote ou yo, levando ao fracasso a mais de 80 por cento dos espanhóis, de acordo com um estudo da Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade (SEEDO).

Perante esta situação, Bravo lembre-se que o fato de perder peso deve ser feito de maneira progressiva, sem ultrapassar os 1,5 Kg por semana e os 6Kg por mês. Em específico, devem servir de todos os grupos de alimentos, restringindo as quantidades de alguns mais calóricos e menos saudáveis.

Por isso, e para que a nossa seleção é bem sucedida, IMEO foi realizado pelo quinto ano consecutivo, o ranking com as dez dietas mais populares que ganharam protagonismo em Portugal durante o ano passado, destacando-se, por um lado, as mais afetivas, e, por outro, as menos adequadas. Porque, segundo o doutor, “nem tudo que está na moda vale”.

TOP 5 DAS PIORES DIETAS

1. Método de a Bela Adormecida: este método para perder peso que se espalhou nas redes sociais consiste em dormir durante longos períodos de tempo, para evitar comer, recorrendo a analgésicos e sedativos, que podem acabar por criar dependência, além de sérios problemas para a saúde, no caso de fugir ao controle a dose ou ter uma overdose.

2. Dieta da língua do diabo: trata-se de uma planta originária da Ásia oriental chamada “língua do Diabo” por sua cor, textura e odor. O segredo que esconde o amorphophallus konjac (nome científico) é o seu alto conteúdo de glucomanano, um ingrediente ativo que é capaz de absorver até 50 vezes o seu peso em água.

Apesar de que os nutricionistas alertam que somente deve ser usado como parte de uma dieta controlada, o ingrediente foi aprovado cientificamente pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) como um suplemento seguro para ajudar a perda de peso. No entanto, esclarece o IMEO, não está demonstrada a sua capacidade de absorver gorduras.

3. Ketodieta: a premissa é uma dieta baixa em carboidratos, rica em proteínas, e moderada em gorduras com hidratos de carbono provenientes de vegetais sem amido, nozes e sementes.

O objetivo é levar o corpo a um estado de “cetose”: ao não poder obter a glicose dos carboidratos, se decompõe a gordura para produzir energia. O perigo está em que se pode perder muita fibra com esta dieta, o que é importante para a saúde intestinal.

4. Dieta Alcalina: a dieta baseia-se na teoria de que se pode mudar o equilíbrio de pH (nível de acidez) do corpo e do sangue através dos alimentos ingeridos, apesar de que, atualmente, não existe evidência substancial que sugira que isso seja possível.

Alimentar-se principalmente de frutas e legumes, como a maçã, abacate, espinafre, limão, pepino ou cenoura, contribui para reduzir as calorias e portanto perda de peso, mas devemos ter claro que o pH destes alimentos não afeta o pH do sangue, de acordo com Bravo.

5. Dieta vegan cru: os partidários desta corrente do veganismo definem os alimentos crus, como qualquer coisa que não tenha sido refinada, conservas ou processado quimicamente, e que não tenha sido aquecido a mais de 48 graus.

“O nosso conselho para os que, apesar das contra-indicações, se submetem a uma dieta vegan cru, é um exame de sangue e outros exames rápidos de forma regular para detectar a tempo as deficiências nutricionais que possam aparecer”, sublinham os especialistas do IMEO.

AS 5 MELHORES

1. Dieta dos superalimentos: a redução de peso que se pode alcançar com a ajuda dos superalimentos depende muito do modelo global de alimentação, em que se incluem, mas, se este é adequado, você pode perder até um quilo de gordura por semana.

2. Dieta dos micronutrientes: os micronutrientes são substâncias químicas que nosso corpo necessita em quantidades muito pequenas que são fundamentais para regular vários processos no organismo (metabolismo dos macronutrientes, no equilíbrio dos fluidos corporais, desenvolvimento e manutenção de ossos e dentes ou transporte de oxigênio, entre outros).

3. Dieta gourmet: uma dieta gourmet seria aquela que se propõe a emagrecer, sem renunciar ao prazer, nem passar fome, com base no consumo controlado de produtos considerados gourmet, como presuntos, queijos, vinho, azeite, frutos do mar e peixes, carnes, enchidos ou chocolate.

Mas esta dieta se coloca combinada com exercício físico regular, e assegura-se de que você pode perder mais de um quilo por semana. A chave, neste caso, não está no que você come, mas sim na forma de preparação ou cozimento, e a moderação das quantidades.

4. Dieta baixa em hidratos de carbono: a dieta baixa em hidratos de carbono baseia-se no conceito de que os índices glucémicos e a crononutrición. Trata de obter um certo equilíbrio nutricional, sem excluir nenhum grupo alimentar, mas controlando o consumo de hidratos de carbono que possam dificultar a perda de peso em alguns pacientes, como por exemplo mulheres em menopausa ou em pacientes que não têm uma vida ativa nem praticam exercício físico.

5. Dieta genética: a dieta genética baseia-se em personalizar a alimentação do paciente em função dos resultados de um teste de DNA prévio. A realização desta análise é muito útil não só em uma dieta destinada a perder peso, mas também para a hora de prevenir e tratar várias doenças, desde cardíacas e digestivas até diferentes tipos de câncer e, claro, a obesidade.

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